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quarta-feira, 25 de maio de 2011


A presidente Dilma Rousseff determinou nesta terça-feira (24) que a Polícia Federal investigue o assassinato do líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e da mulher dele, Maria do Espírito Santo.

Segundo o Palácio do Planalto, José Cláudio e a mulher foram mortos na manhã desta terça, em casa, no município de Nova Ipixuna. Eles eram conhecidos por denunciar a ação ilegal de madeireiros na região.

Clara Santos, sobrinha do líder extrativista, afirmou que os tios foram mortos em uma emboscada. “Eles foram assassinados em torno de umas 8h e a Polícia Civil está lá para fazer a perícia porque foi na zona rural. Estavam vindo para Marabá e foram alvejados por homens encapuzados em uma moto”, afirmou.

Segundo ela, a família soube da morte por meio de uma ligação de um dos filhos do casal, de 16 anos. “Eles já sofriam muita ameaça. Morreram a 8 km da casa deles”, diz Clara.

Segundo o Planalto, Dilma ficou sabendo do assassinato pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que tomasse providências necessárias junto à Polícia Federal.

Ex-ministros do Meio Ambiente que se reuniram com Dilma nesta terça para tratar do projeto que modifica o Código Florestal falaram do crime. A ex-ministra Marina Silva comparou a morte de José Cláudio ao assassinato, em fevereiro de 2005, da missionária Dorothy Stang, em Anapu, no Pará.

“Esse assassinato é algo que nos comove a todos. O José Claudio e sua esposa foram assassinados covardemente. É semelhante ao que aconteceu com a irmã Dorothy. Então, o Brasil não pode retroceder quanto à proteção às riquezas naturais e no que concerne à defesa dos direitos humanos”, afirmou.
Fonte- Folha de São Paulo
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