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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Há um pouco mais de quatro meses o Portal ORM veiculou denúncias do Ministério Público Estadual contra os vereadores do município de Tailândia. Na época eles foram afastados do cargo por determinação da juíza Aldineia Maria Martins Barros, que acatou a ação civil pública de improbidade administrativa de quase 100 páginas que o MP protocolou denunciado fraudes dos mais diversos tipos na Câmara.


Mas, nesta quinta-feira (13), um mandado de segurança com pedido de liminar de efeito suspensivo, expedido pela desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho, pode fazer com que os vereadores Francisco Zimmermam, Rochael de Jesus Sobrinho, Adauto Felipe Rodrigues, João Antônio Furtado, Antônio Lucival Peixoto de Oliveira, Antônio Vicente da Silva, Francisco Claudino Mendes e José Dário Oliveira Souza, afastados desde o dia 2 de junho deste ano, retornem as suas cadeiras, além de disponibilizar novamente os bens dos citados.
Denúncias - Segundo o MP, o mentor das fraudes no município seria o vereador Francisco Zimmermann, que foi presidente da Câmara no período de 2007 a 2010. Ele é acusado de fraudar um contrato de licitação de Tailândia em benefício da empresa Habitação Construtora LTDa, de sua propriedade. Ele assinava as ordens de serviço como presidente da Câmara e como responsável pela empresa.
Outro esquema denunciado no município está relacionado à compra de alimentos e combustíveis. Segundo a denúncia do MP, cada vereador possuía uma cota de R$ 2 mil para comprar em um supermercado que inclusive já havia falido há 5 anos, e para gasto com combustível. A denúncia aponta que tanto os alimentos, quanto o combustível eram distribuídos para a população em troca de votos. Cerca de R$ 800 mil foram gastos com combustível no período de 2007 a 2010, sendo que a Câmara de Tailândia só possue um veículo.
Pagamentos - A folha de pagamento dos vereadores também era organizada por Zimermann. De acordo com o Ministério Público, ele próprio sacava, em espécie, os valores referentes aos vencimentos dos vereadores e assessores da Câmara e fazia os pagamentos.
O uso de funcionários fantasmas também era recorrente. Várias pessoas eram contratadas como assessores de políticos, com salário de R$ 2.300, sendo que os 'laranjas' recebiam apenas R$ 300 e o restante (R$ 2 mil) ficariam para o vereador para qual o assessor trabalhava.
De 2007 a 2010, R$ 421 mil foram gastos com diárias que não existiram. Viagens eram solicitadas para vereadores que nem chegavam a sair do município. O então presidente da Câmara solicitava pagamento das diárias e ficava com todo o dinheiro.
A população do município, ao saber da decisão de hoje reclamou bastante. 'Eles vão ser beneficiados graças a morosidade e a lerdesa do judiciário do nosso município. É uma vergonha saber que eles vão retornar ao trabalho. Fica a dúvida agora se realmente eles vão pagar por tudo que fizeram', diz um morador que prefere não ser identificado.
Outro lado - O Portal ORM tenta contato com o Fórum e a Câmara Municipal de Tailândia mas ninguém atende as ligações.

Redação Portal ORM
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