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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não existe proibição legal que impeça mulheres grávidas de dirigir, mas o questionamento que fica é: “até quando dirigir durante a gestação é seguro?”. No quesito tempo, não há unanimidade entre médicos e especialistas de trânsito. O bem estar é o melhor termômetro. Alguns médicos defendem que o último trimestre da gestação é mais arriscado, pois a criança se movimenta bastante e pode tirar a atenção da futura mãe. O fato é que muitas gestantes acabam ficando com medo de dirigir, mas de acordo com o código atual não existe restrição alguma. Esse receio pode ser fortalecido por causa do antigo código de trânsito, que proibia a grávida de dirigir a partir do quinto mês. Entre os médicos, a restrição costuma ser feita a partir do oitavo mês de gestação.

Para as que decidem enfrentar o trânsito o cinto de segurança é de extrema importância. Um estudo feito pela Associação Médica Brasileira revelou que em caso de acidente, a união do cinto com a proteção de air bag reduz a mortalidade em 68%. Regina Coeli Saraiva, ginecologista e obstetra, recomenda que a gestante use o cinto tanto como motorista como passageira. Mas a médica aconselha que a gestante vá reduzindo a atividade a partir do oitavo e pare quanto entrar no último mês de gestação.
Tempo
Mas afinal, até quando é possível dirigir com segurança? Nos últimos meses da gravidez, a barriga fica muito próxima do volante. Com isso, qualquer batida ou freada brusca pode ser um risco para o bebê. Descolamento da placenta, óbito fetal, prematuridade e hemorragia no parto são algumas das complicações em uma batida. Porém, a maioria das recomendações e restrições é apenas médica e ainda se a mulher tiver algum problema ou desconforto. Vale conversar com o próprio médico e avaliar a situação específica de cada mulher.


Cuidados especiais
As condições da gestação e o inchaço nos pés são fatores que devem ser avaliados antes de pegar o carro. Se estiverem muito inchados, deve usar sapatos fechados e não sandálias para dirigir.
Evitar dirigir na presença de indisposições como náuseas, cãibras e ameaça de abortamento; e em situações como hipertensão arterial ou hemorragias.
Evitar longos períodos de jejum, pois a hipoglicemia consequente pode acarretar tonturas, desatenção e sonolência.
Em casos de urgência ou necessidade, se a grávida não se sentir segura, deve pedir ajuda ou chamar um táxi para não arriscar, mas mesmo assim não deve esquecer do cinto de segurança.
Fonte: O Povo online
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