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sábado, 14 de abril de 2012


O Juiz Antonio José dos Santos da 3ª Vara Criminal de Itaituba condenou o ex-piloto Irajá Fonseca de Oliveira, a pena de 15 anos de reclusão, no regime fechado, por ter praticado atos libidinosos da conjunção carnal contra sua própria neta de iniciais B.A.F. na época com seis anos de idade e uma sobrinha de nove anos. 
Baseado em provas robustas no processo criminal de investigação, as quais compravam a conduta imoral e criminal do avô pedófilo, o juiz criminal Antônio José, proferiu sentença para que o acusado pague pelos crimes de pedofilia cometidos contra a própria neta e uma sobrinha de nove anos. 


Denúncia - Na sessão da Comissão Parlamentar de inquérito, na Câmara municipal de Itaituba, no dia 06 de maio de 2009, diante do deputado estadual Arnaldo Jordy, do senador Magno Malta e demais autoridades presentes, a assistente social da Delegacia da Mulher em Itaituba, Lourdes de Fátima Soares Picardo, declarou que no dia 21 de janeiro de 2009, o senhor Bruno de Lima e sua esposa, pais da menor, estiveram na Delegacia para denunciar o acusado que é avô de sua filha por abuso sexual. O fato teria acontecido, há cerca de dois anos a filha. A criança na época estava com a idade de seis anos, e havia sido vítima de abuso sexual do próprio avô, Irajá. 


Em seu depoimento relatou o denunciante que no dia 21 de janeiro de 2009, procurou a Seccional de Polícia Civil de Itaituba, Bruno de Lima Fonseca, para denunciar o próprio pai Irajá Fonseca, acusado de molestar sexualmente a própria, neta, de seis anos de idade e uma outra sobrinha de nove anos de idade. Em documento protocolado em 20 de fevereiro de 2009, no Ministério Público do Estado, em Itaituba ressaltou Bruno: “Meu pai (Irajá), acusado de crimes de pedofilia, contratou um advogado, que é coronel reformado da PM, e estão me intimidando e ameaçando, visando desviar o rumo das apurações do fato constante em Boletim de Ocorrência”, relata Bruno Lima. “Diante da gravidade e da existência de provas constantes no B.O, venho respeitosamente na qualidade de pai de uma menor indefesa, solicitar a apuração urgente dos fatos e punição do verdadeiro culpado”, finaliza Bruno, filho de Irajá Lima 


Segundo a assistente social, Bruno relatou outras situações de pedofilia executadas por seu pai, inclusive de uma sobrinha dele, que mora em Altamira e outra criança. Em seu depoimento, a assistente social lembra: “Eu fiquei conversando com a criança, filha dele, a pedido da Delegada, mas de forma alguma ela quis me contar alguma coisa. Quando eu falava no nome do acusado, ela ficava muito nervosa, pedia para eu mudar de assunto que ela não gostava de falar do avô, porque ele era uma pessoa muito má. O tempo todo ela só dizia ‘esse homem é mau. Eu não gosto de falar nele’. Era o que a criança falava o tempo todo”. 


A assistente social lembra, no depoimento que deu aos membros da CPI da Pedofilia, em Itaituba, que conseguiu a declaração da menina, depois que sua tia Silvânia entrou em cena. “A garota tinha contado o que havia acontecido entre ela e o avô Irajá. Então pedi para a Silvânia solicitar para que a menor contasse a mim. E foi o que aconteceu”, recordou Lourdes. 


A funcionária pública, conta que em presença da tia da menina, a criança confiou e resolveu falar. Disse que sempre que os pais saíam, o avô Irajá vinha visitá-la. Que muitas vezes ele ficava no quarto com ela, dava bombons para a garota e praticava atos libidinosos com ela. A criança era obrigada a praticar atos anormais com o avô, em troca de bombons e salgadinhos. “Eu não tinha como gritar, nem pra quem pedir ajuda. Eu nunca contei para os meus pais, porque eu tinha medo”, foi o que a menor contou para a assistente social Lourdes de Fátima Picardo e sua tia Silvânia, na Delegacia da Mulher, em Itaituba 


Por ocasião de instalação da CPI da Pedofilia, no município de Itaituba, na Câmara Municipal, no dia 06 de maio de 2009, o deputado estadual Arnaldo Jordy, depois de ouvir várias testemunhas, na condição de membro titular da Comissão Parlamentar de Inquérito, resolveu pedir a prisão preventiva do acusado, Irajá Fonseca de Oliveira, “considerando declarações que foram feitas pelas vítimas, e as denúncias formalizadas contra o mesmo na audiência pública realizada”. Segundo o magistrado Antônio José dos Santos, o acusado foi investigado pela CPI da Pedofilia, quando veio a Itaituba o Senador Magno Malta, e pela Pastoral da Criança, o Deputado Arnaldo Jordy, já havia solicitado a prisão preventiva de Irajá, o qual estava foragido desde 2009 e se entregou no ano passado. 


A decisão do Magistrado Antônio José, não deverá surpreender a sociedade itaitubense, uma vez que tem apresentado dentro de suas precisas decisões judiciais, um trabalho sério e atencioso tanto em Itaituba, bem como, no município de Novo Progresso mostrando com muita serenidade e sabedoria uma forma simples de fazer justiça, ou seja, fazendo valer o dito popular que diz: A justiça tarda, mais não falha. Da decisão cabe ainda recurso.





Por Tomázia Oliveira
Itaituba hoje
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