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domingo, 16 de março de 2014

Casas alagadas na Travessa Justo Chermont
(Foto Ascom PMI)

O município de Itaituba, bem como outras cidades do estado tem sido castigado com o rigoroso inverno. A cheia do rio surpreendeu Itaituba, o Tapajós caminha para níveis históricos, encaminhando-se para a maior cheia dos últimos 30 anos. Atualmente mais de duas mil famílias foram afetadas com a cheia do rio que neste sábado atingiu o nível de 10.10mt.

Comparado aos níveis registrados nos anos de 1975 e 2006, quando o tapajós atingiu 11,50mt e 11mt no mês de abril, respectivamente, esta medição atual trás preocupações, pois, ainda estamos na metade do mês de março.
Diante dessa situação, a Prefeitura Municipal está mobilizando todas as secretarias de governo e ainda as defesa civil local e do estado para traçar planos de emergência.
Como o estado ainda é de alerta, a prefeitura tem feito um trabalho preventivo, principalmente em relação à saúde. Nesse contexto, o trabalho é de acompanhamento nas áreas alagadas, bem como, a remoção de famílias para os locais destinados como abrigos, como, por exemplo, o Rotary Clube e o Parque de Exposições. Além disso, o governo está compartilhando ações de defesa buscando a parceria do comércio local na doação de gêneros alimentícios, colchonetes, água potável entre outros.
Defesa Civil visitando os pontos
alagados ( Foto Ascom PMI) 

Vale ressaltar que o município de Itaituba ainda está em estado de alerta pelo fato de não ter registrado prejuízo humano ou material, apesar da cheia. Caso isso aconteça será decretado o estado de emergência, como é recomendado pela defesa Civil Nacional. Em relação a cheia, a rodovia transamazônica no trecho do rio Tracuá apresenta inundação e a travessia da ponte fica difícil interrompendo a trafegabilidade na área.
Neste fim de semana, o governo está em alerta máximo com pessoal de todas as secretarias mobilizados para dar suporte às famílias afetadas pela cheia. A Prefeita Eliene Nunes visitou diversos pontos de alagamentos prestando solidariedade e apoio logístico às famílias. A defesa civil disponibilizou veículos e pessoal realizando a mudança de várias famílias.
Qual é a diferença entre estado de emergência, de alerta, de sítio e de calamidade pública?
Há dois tipos de "estados" que podem ser decretados: os que se referem à segurança nacional (de defesa e de sítio) e os relativos a desastres naturais (estado de observação, alerta, emergência e calamidade pública). O estado de defesa e o de sítio são decretados em casos excepcionais, como revoltas populares ou situações de guerra. Eles servem para aumentar o poder do governo nesses momentos de risco. A outra categoria serve para classificar desastres como chuvas fortes e grandes estiagens, que podem atingir áreas restritas (como uma cidade) ou até um país inteiro. Por isso, podem ser decretados por vários níveis de governo - do municipal ao federal. As duas categorias se fundem em determinadas situações.


ESTADO DE ALERTA
QUEM DECRETA - Órgãos de monitoramento meteorológico e da defesa civil
EM QUE CASOS - Desastres de intensidade forte
DURAÇÃO - Algumas horas
Na prática, também é um alerta prévio para que a população tome medidas preventivas — evitando transitar por determinadas regiões da cidade onde já chove forte, por exemplo. Os órgãos da defesa civil também são avisados de que pode vir problema sério por aí — alagamento, enchente, inundação, deslizamento de encostas — e ficam de prontidão.
ESTADO DE EMERGÊNCIA
QUEM DECRETA - Órgãos de monitoramento meteorológico e da defesa civil
EM QUE CASOS - Desastres de grande porte
DURAÇÃO - Indeterminada
Temporais de arrasar costumam caracterizar a adoção do estado de emergência. Outros desastres que podem levar a essa medida são incêndios em áreas extensas e o rompimento de barragens, por exemplo. Decretado o estado de emergência, o município ou estado atingido pode pedir recursos ao governo federal para reparar os estragos
ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA
QUEM DECRETA - Prefeituras, estados e o governo federal
EM QUE CASOS - Desastres grandes e com muitas vítimas
DURAÇÃO - No máximo 180 dias
Ocorre quando há chuvas e alagamentos fora de controle, associados a desastres como deslizamentos de terra, e muitas mortes.

Fonte: Ascom PMI
Mundo Estranho
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