De acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000)
| A População Total do Município era de 94.750,00 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000). e depois disso especulava-se que nossa população fosse de 122.490,00 habitantes, mas a pois uma nova contagem descobre-se que nossa população é de menos de 96.000,00 habitantes de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2010)
Sua Área é de 62.040,95 km² representando 4,97 % do Estado, 1,61 % da Região e 0,73 % de todo o território brasileiro.
Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,70 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)
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![]() | Área Territorial: 62.040,95 km² Fonte: IBGE Ano de Instalação: 1935 Microrregião: Itaituba Mesorregião: Sudoeste Paraense Altitude da Sede: 15,00 m Distância à Capital: 887,23 Km Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD |
Grandes projetos e falta de infraestrutura são marcantes em Itaituba

O município de Itaituba, oeste paraense, tem pouco mais de 62 mil quilômetros quadrados de área e uma população de mais de 97 mil habitantes, segundo dados do Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Se for aprovada a criação do Tapajós, Itaituba deverá ser o nono município do novo Estado em área e número de habitantes.
Dados do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Pará), mostram que, se criado, o Tapajós ocuparia cerca de 58% da área total do Pará e teria 27 municípios, tendo Santarém como a capital e Itaituba exercendo um grande papel político-econômico no novo Estado.
Economia - Itaituba é considerado pelo IBGE como um centro sub-regional (terceiro na hierarquia de classificação de centros de médio porte - por possuir população entre 100.000 e 500.000 habitantes). A cidade encontra no setor de serviços o principal foco de sua economia. Responsável por 71% de toda a riqueza produzida no município, esse setor é um dos 10 maiores do Estado do Pará.
Só para se ter uma ideia, no período entre 2002 e 2007, o PIB (Produto Interno Bruto) de Itaituba apresentou um crescimento de 8,9%, o que coloca a cidade na lista de 106 municípios cujo crescimento médio do PIB no período foi superior ao crescimento médio nacional, segundo dados do Censo 2008.

De acordo com Saint Clair Cordeiro da Trindade, pesquisador do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará e professor do curso de Geografia , do ponto de vista econômico a cidade tem grande importância por sua várias frentes econômicas. 'Itaituba, nesse caso, dentro da criação do Tapajós, se dinamiza a partir de algumas frentes econômicas como a questão do ouro e a questão agrícola, a partir da
Transamazônica. Então, ela vai se dinamizar a partir da década de 60, com base nessa migração que chega à região, com base nos novos investimentos também, ou seja vai representar grande importância nessa lógica do território. Hoje ela é importante do ponto de vista de ser uma cidade que está articulada pela rodovia e pelos rios, mas é claro que também há uma falta de infraestrutura que pode colocar em risco isso', aponta.
Mas não é só o setor de serviços que caracteriza a economia de Itaituba. Os outros destaques ficam com o setor industrial, a mineração, e o agropecuário. Na indústria é marcante a produção de produtos baseados no calcário - matéria-prima abundante no subsolo do município-, o que faz da cidade uma das principais produtoras de cimento no País. Já no setor da mineração destacam-se as atividades de exploração de ouro no Vale do Tapajós.
A instalação de grandes projetos ligados à atividade de mineração fez com que, em 2008, Itaituba fosse responsável por 1,1% de toda a riqueza produzida no setor no Estado do Pará, figurando entre os 14 maiores PIB do setor, segundo o IBGE. Por fim, no setor agropecuário figuram as atividades de agricultura familiar e a pecuária de pequeno porte.
Para o professor Saint Clair é um erro analisar a questão da divisão do Estado somente sob a ótica da divisão dos recursos, como vem sendo pregado por grupos políticos e movimentos emancipacionistas. 'Quando se postula a criação de um novo estado, o que se procura? São investimentos, distribuição de recursos, se contrapondo a concentração de riquezas e etc. Mas é dificil falar da concentração de riquezas em nosso estado por que não sabemos onde ela está. Pode-se dizer que está na capital? Pela grande concentração de pessoas? A Região Metropolitana de Belém é uma das grandes regiões que concentram população, mas também é a mais pobre das cidades brasileiras. Ou seja, tem o maior percentual de pobres do país. Está em segundo ou terceito lugar nesse triste ranking. Então se a questão maior da divisão é a divisão dos recursos então estamos vendo um sério problema, pois todo o Estado carece da distribuição de recursos. Minimizar a concentração do recurso não é o único problema, fragmentar o território não viabiliza isso, vai depender muito do tipo de gestão. Também há um equivoco em dizer que um estado grande é dificil de gerir, administrar, se isso fosse verdadeiro, países como Estados Unidos e China não teriam se desenvolvido e tornado grandes potências mundiais, porque eles são países, regiões, de dimensões continentais', explica.
Educação - Atualmente o município de Itaituba têm pouco mais de 30 mil alunos, que são atendidos por 20 escolas particulares e 180 escolas públicas que ficam na zona urbana e rural da cidade. Todas as escolas atendem alunos tanto do ensino fundamental e médio da cidade. No ensino superior, Itaituba também possui instituições como UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará), UFPA (Universidade Federal do Pará) e Uepa (Universidade Estadual do Pará), entre outras instituições de ensino superior particulares.
De acordo com os dados parciais do Censo do IBGE 2010, do total de quase mil professores que atendem o município, a maioria (72,8%) está lecionando aulas no ensino fundamental. Já no enino médio, estão cerca de 18,4% dos professores e no ensino básico estão 18,7% deles. Dos mais de 200 estabelecimentos de ensino de Itaituba, 77% são do ensino fundamental, 17,3% são da pré-escola e 5,6% atendem o ensino médio. Com a população média de pouco mais de 30 mil alunos no município, 75,8% estão matriculados no ensino fundamental, 15,2% estão no ensino médio e 8,9% estão matriculados na pré-escola.
Segundo projeções feitas por um estudo do Idesp, sobre a qualidade da educação básica, medida pelo (Ideb) Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2009, os municípios do Tapajós apresentariam a maior média (3,6%) na 4ª/5ª série, seguido do Carajás com nota média de 3,5 e 3,3 do Pará. Quanto à qualidade do ensino na 8ª/9ª série, o Tapajós ficaria com uma nota média de 3,6, Carajás 3,4 e o Pará com 3,3.
O Ideb é calculado a cada dois anos e serve para avaliar a qualidade do ensino público no país. Atualmente, a média de Itaituba no Ideb 2009 na 4ª/5ª série está em 3,5% e na 8ª/9ª série fica em 3,6%. No ano passado, a maioria das escolas (56,2%) teve notas abaixo da média nacional do Ideb para os primeiros anos do ensino fundamental, que foi de 4,6 pontos, em uma escala que vai de 0 a 10.

Cada escola tem uma meta e recebe uma nota, levando em conta o rendimento escolar e as notas obtidas pelos alunos na Prova Brasil. Assim, levando em conta a realidade de cada local, cada instância deve evoluir de forma a contribuir para que o Brasil atinja a média 6 em 2021, que é o patamar dos países mais desenvolvidos.
Cultura - No caso cultural, segundo Saint Clair, o Tapajós não teria tantas influências externas de culturas de outros estados como acontece no sudeste paraense, mas ele acredita que esse fator também pode ser decisivo na hora do plebiscito por moradores do este paraense. 'Muitos não se sentem dentro do Pará. Isso faz com que eles se sintam menos paraenses e criem outra identidade, isso acontece muito no sudeste paraense, como em Marabá. Mas não podemos disassociar estes valores das questões econômicas e políticas envolvidas também no caso, porque senão podemos pensar romanticamente na criação do novo estado. Infelizmente não é dessa forma que as coisas estão sendo conduzidas', avalia.
Saúde - A cidade conta com o Hospital Municipal onde são atendidas as demandas de urgências e emergências, além das Unidades de Saúde da família, centros e postos de saúde. Nos últimos anos, Itaituba têm registrado vários casos de Malária. Em 2010, foram cerca de 3.500 mil casos, e este ano já foram diagnosticados mais de 2.500. Segundo a Prefeitura da cidade, o número de casos da doença reduziu 17,50% em 2011 em comparação a 2010. A redução ocorreu devido à busca de casos assintomáticos, diagnostico precoce e o tratamento imediato do paciente na própria comunidade, assim como também aplicação de fumacê para combater o mosquitor transmissor.
Mas esse não é principal problema da saúde pública no município. Segundo dados do Idesp, no que se refere a Taxa de Mortalidade Infantil, o Tapajós, teria 22 mil óbitos por mil nascidos vivos. E quanto a Taxa de Mortalidade Geral seria de 4,3 e 3 óbitos por mil habitantes. Já no que diz respeito a Taxa de Mortalidade Materna, um dos principais da saúde do Estado, a média ficaria em 81 óbitos a cada mil nascidos vivos, o que apresentaria a mior média do Pará. De acordo com dados do IBGE, em Itaituba a morbidade é maior entre os homens, com 61,6% das mortes, seguido das mulheres com 38,4%.
Para a pesquisadora Adelina Braglia, presidente do Idesp, ainda não se pode ter uma noção de como seria a criação do novo estado e nem quais papéis político-econômicos e culturais teriam os municípios inseridos nele. 'Não temos nenhuma projeção sobre o que a transformação do novo estado pode trazer de benefício ou negativo para esses municípios, o que temos é um retrato da atual situação desses municípios. Ainda não se pode prever nada, só depois da criação ou não do estado do Tapajós', justifica.
Segurança - Segundo dados do Idesp, na área da segurança as estatísticas de crimes revelam um maior taxa média de crimes com 1.297 contra a pessoa a cada cem mil habitantes no Pará; Com 1.678 crimes contra o patrimônio e 231 crimes violentos a cada cem mil habitantes. No caso do Tapajós, segundo os estudos, o estado apresentaria taxa de crimes de 775 contra a pessoa, 685 contra o patrimônio e 115 crimes violentos por cada cem mil habitantes.
Dados da Secretaria de Segurança Pública (Segup), mostraram que somente nos primeiros três meses do ano, Itaituba registrou mais de 35 assaltos, o que é considerado um dos principais problemas da segurança pública do município.
Itaituba, assim como os outros municípios que podem compor o Tapajós, ainda não possuem dados fechados sobre a segurança, saúde, educação e infraestrutura. Para tornar público todos esses questionamentos, o Idesp prepara um grande estudo indicativo sobre o tema. O objetivo do órgão é informar a população sobe dados importantes que estão envolvidos na discussão. A idéia é divulgar o estudo antes do plebiscito sobre a divisão do Pará. 'O nosso estudo não tem condições de responder se tais municípios estão preparados ou não para receberem um novo estado. Não temos um estudo prévio sobre isso e nossa preocupação não é essa. O que nós temos é um estudo de 2008 que demonstra todas as condições dos 143 municípios paraenses', explica a presidente do Idesp, Adelina Braglia.
Meio Ambiente - De acordo com dados do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), no mês de maio, Itaituba foi o quinto município paraense que mais desmatou na Amazônia, com 11,6% da área total desmatada no Estado, que foi de 39% . Para tentar amenizar o problema, também em maio deste ano, o município assinou um pacto antidesmatamento criado pelo Ministério Público Federal no Pará.
O professor de canto Eduardo Nascimento nasceu em Itaituba, mas saiu do município há 20 anos para estudar e viver na capital paraense. Ele ainda não têm um posicionamento formado sobre a criação do Tapajós, mas acredita nas melhorias que a mudança pode trazer ao município. 'Eu acredito que o Pará é um estado muito grande para se administrar, então o governo acaba esquecendo algumas regiões, é natural. A administração deixa a desejar em alguns casos, então eu acredito que se o estado estiver mais presente, muitas melhorias podem vir por ai', finaliza.
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